Quanto custa o capital de giro para os seus fornecedores?

Toda empresa precisa de recursos financeiros não só para manter-se, como também para expandir os negócios. Segundo análise do IEF – Instituto de Estudos Financeiros, o capital de giro representa 30 a 40% do total dos ativos de uma empresa, e por sofrer impacto do ambiente externo e interno, ele exige um esforço constante do administrador financeiro.

Pequenas e grandes empresas no Brasil sofrem dificuldades em manter uma reserva financeira para formar e financiar estoques, gerenciar suas contas e manter a salubridade dos seus negócios. Para manter seu capital de giro, a maioria das empresas apela para empréstimos a curto ou longo prazo, debêntures ou venda de ações. Quanto custa e quais as dificuldades para manter esse capital de giro?

  • Empréstimo em curto prazo para manter o capital de giro

Conseguir um empréstimo de curto prazo não é fácil, nem barato. Para que a instituição financeira libere recursos à empresa, ela deve apresentar garantias, sendo que as duas técnicas mais utilizadas são caução ou factoring de duplicatas a receber e o uso do estoque como colateral.

Em todos os processos, o credor analisa a duplicata ou o estoque da empresa, a fim de avaliar se são aceitáveis ou não, e determina as condições da negociação e os juros envolvidos. Os valores mínimos encontrados no mercado são de 12% a.a.

  • Empréstimo em longo prazo para manter o capital de giro

Empréstimos de longo prazo podem ser feitos através da venda de títulos negociáveis, e propiciam uma alavancagem financeira da empresa. No entanto, elas são feitas baseadas em um contrato com uma série de cláusulas que impõe restrições operacionais e financeiras, de modo que o credor consiga monitorar e controlar as atividades do tomador.

O custo do financiamento de longo prazo costuma ser maior quando comparado aos financiamentos de curto prazo, cujas taxas são de no mínimo 15% a.a. caso tenha um prazo maior que 365 dias. A taxa de juros é determinada com base no vencimento do empréstimo (quanto maior o prazo, maiores serão os juros), o valor tomado, o risco do credor e o custo do dinheiro.

  • Debêntures para manter o capital de giro

Debêntures, ou títulos de dívida, dão maior flexibilidade às empresas, já que não exigem um projeto detalhado do uso dos recursos financeiros. No entanto, para conseguir investidores, a empresa precisa se mostrar atraente o suficiente para potenciais investidores.

Abaixo um quadro comparativo dos produtos de bancos e instituições financeiras no mercado brasileiro com as taxas anuais mais baixas encontradas.

Modalidade Taxa mais baixa
Desconto de duplicatas 12,10% a.a.
Capital de giro com prazo até 365 dias – pós-fixado 14,12% a.a.
Capital de giro superior a 365 dias – pós fixado 15,42% a.a.
Vendor 13,81% a.a.
Capital de giro com prazo superior a 365 dias – pré-fixado 15,12% a.a.
Capital de giro com prazo até 365 dias – pré-fixado 15,48% a.a.
Conta garantida – pós-fixado 18,46% a.a.
Conta garantida – pré-fixado 18,98% a.a.
Desconto de cheques 19,34% a.a.
Cheque especial 41,90% a.a.
Factoring 55,37% a.a.*

*média / Fonte: Banco Central do Brasil e Anfac

A dificuldade de manter uma reserva de capital de giro faz com que pequenas e médias empresas se submetam a negociações financeiras pouco favoráveis. A Quartilho propõe uma nova solução para diminuir a dependência financeira dessas empresas, e favoreça toda a cadeia produtiva. Saiba mais aqui!

 

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Manuela Soares