Supply Chain Finance + Tecnologia = Otimização de Resultados!

Como pode ser visto no post passado, as empresas tem dificuldade de implantar programas mais robustos de SCF – Supply Chain Finance por diversos motivos. Tradicionalmente estas iniciativas têm envolvido as instituições financeiras, e ainda assim comprometendo grande parte da equipe financeira da empresa âncora.

Ou seja, é uma atividade intensiva em “homem hora”. Uma grande empresa tem até milhares de fornecedores, e os modelos tradicionais de Supply Chain Finance tem se mostrado ineficientes para trabalhar com todo esse volume.

Este é o principal motivo pelo qual as empresas acabam optando por trabalhar com até 100 fornecedores. Todavia, muitas mudanças ainda estão por vir…

Supply Chain Finance + Tecnologia

Assim como em outras áreas, a adoção de tecnologias tem mudado radicalmente os programas de Supply Chain Finance. Enquanto no passado só era possível que estes programas trabalhassem com uma quantidade reduzida de fornecedores, o uso de tecnologias como nota fiscal eletrônica, portal de fornecedores, entre outras, têm ampliado as oportunidades para um número maior de fornecedores.

O progresso tecnológico tem permitido que esses fornecedores se beneficiem deste tipo de iniciativa, com baixo custo e pouco envolvimento humano. Estas mudanças são essenciais por uma razão: usar tecnologia para automatizar processos significa otimizar operações rotineiras das áreas financeiras!

Um bom exemplo é a automação em processos de antecipação de recebíveis através de fintech (financial technology). Além de abarcar um montante maior de fornecedores, a automação resulta em redução de custos, maior transparência e maior agilidade!

Melhores Resultados

Se considerarmos apenas o exemplo acima, você, gestor financeiro, já teria uma boa razão para dar atenção à isso: 80% dos negócios em geral são de PMEs e muitas destas empresas são fornecedores das grandes cadeias produtivas no Brasil.

Se estas empresas âncoras conseguissem antecipar os pagamentos aos seus fornecedores em troca de um desconto, a cadeia passaria a ter alternativas financeiras mais rápidas e mais baratas! Desta forma, os fornecedores não precisariam se envolver em caros e longos processos de financiamento de capital de giro.

Por fim, os fornecedores poderiam usar este capital para expandir seus negócios e tornarem-se mais produtivos e eficientes. Consequência: melhores resultados para todos os stakeholders envolvidos na cadeia.

Conclusão

De modo geral, um bom programa de Supplly Chain Finance necessita de tecnologia para ser eficiente.  Se bem coordenada, esta ação pode representar uma verdadeira iniciativa de responsabilidade social das empresas âncoras com a sua cadeia produtiva, gerando muitos impactos positivos para ambos os lados.

De acordo com um estudo do UK’s Department for Business Innovation and Skills report, Building a Responsible Payment Culture, os gestores financeiros de fato devem se preocupar, pois

Payment goes right to the heart of corporate responsibility, where companies should be mindful of their impact on suppliers and the additional costs this can bring.”

Traduzindo: os pagamentos são o coração de uma empresa, razão pela qual as empresas deveriam se preocupar com o impacto dos fornecedores, bem como os custos adicionais envolvidos nestas operações.

Atenção tesoureiros!

Quando você pensar em Supply Chain Finance, não pense apenas em 50 ou 100 fornecedores. Considere a opção de, através do uso de tecnologia, abranger todo o seu universo de fornecedores.

Valendo-se dessa possibilidade, ajude os seus fornecedores antecipando os seus pagamentos em troca de um desconto interessante. Você também consegue melhores ganhos financeiros utilizando o excesso de liquidez da sua empresa e aumentando o retorno do capital acima das aplicações financeiras tradicionais – sem risco adicional. Além de ser um exercício de responsabilidade social!

Quer saber mais sobre como otimizar o seu programa de Supply Chain Finance?

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Manuela Soares