Desintermediação Financeira: uma opção prática e econômica

A Desintermediação Financeira é o processo de deslocamento de atividades financeiras, através da eliminação de instituições financeiras em operações tradicionais como captação de recursos. Prática comum de grandes empresas, e cada vez mais adotada também por médias, a desintermediação financeira aparece cada vez mais como opção mais prática e econômica para manter o capital de giro das empresas e melhorar a sustentabilidade econômica das companhias.

No Brasil, particularmente, este tipo de operação tem crescido, tendo em vista a nossa situação econômica. O spread brasileiro é um dos maiores do mundo e chega a ser até 10 vezes mais alto quando comparado a outros países, o que eleva  significativamente os custos dos empréstimos, prejudicando as negociações que envolvem instituições financeiras. As elevadas taxas de juros no país e o alto spread, encarecem as transações bancárias, criando assim um cenário propício para a prática.

A concentração bancária no país também contribui para a busca por soluções de desintermediação financeira. De acordo com dados recentes publicados pelo Valor Econômico, as quatro maiores instituições do Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Bradesco) são responsáveis pelo desembolso de R$75,69 de cada R$100,00 tomados por consumidores e empresas, valor esse que corresponde a R$50,00 há oito anos atrás. A alta concentração bancária diminui a oferta de linhas de crédito e reflete em juros ainda mais elevados, diminuindo a liquidez do mercado e levando os empresários brasileiros a uma procura cada vez maior por alternativas independentes.

Quais os tipos de Desintermediação Financeira?

A desintermediação financeira abrange desde a captação de recursos no exterior, emissão de títulos de dívida, até mesmo a criação de programas de antecipação de recebíveis com o foco em viabilizar o capital de giro em cadeias produtivas..

A emissão de títulos é uma das formas mais comuns de desintermediação financeira, e vem se intensificando entre médias empresas principalmente desde a instrução 478 da Comissão de Valores Mobiliários, que aprovou o lançamento de debêntures com menor burocracia em 2009. Dados apontados por matéria do Valor Econômico apontam que só em 2012 o volume de captações de debêntures de menos de R$200 bilhões foi de 78 operações, totalizando R$9 bilhões.

O uso de tecnologia aplicada a serviços financeiros, ou FINTECH, também vem trazendo inovação para a prática de desintermediação financeira, facilitando as transações. Ë crescente o número de empresas que tem buscado soluções alternativas. Um bom exemplo são os grandes programas de antecipação de recebíveis entre compradores e vendedores com foco em aumentar a eficiência financeira em grandes cadeias. Este programas têm usado ferramentas tecnológicas para ampliar o volume de operações, além de ganhar eficiência na gestão do processo. Neste caso, o resultado é financeiramente interessante para os dois lados. Já tem se usado um novo termo para este tipo de operação: “mercado de capital de giro” . Falaremos mais sobre esta tendência em um novo post.

Quer conhecer mais sobre este tema? Entre em contato conosco.

Veja também o estudo do Valor Econômico na íntegra aqui.

Quartilho  X Desintermediação financeira!

É neste contexto que a Quartilho nasceu. Propomos uma solução para automatizar a antecipação de recebíveis, tornando a operação mais rápida e inteligente.

Através de uma tecnologia desenvolvida por nós e inédita no Brasil, grandes empresas conseguem antecipar o pagamento dos seus fornecedores de forma automatizada. A automatização do pagamento de recebíveis não só facilita as decisões da tesouraria e aumenta o rendimento das empresas e o de seus fornecedores, como também reduz o endividamento de MPE’s e alimentando assim toda a cadeia. Conheça aqui nossa solução.  

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Manuela Soares