Agenda BC+: inovação no mercado de recebíveis

O mês de agosto teve início com bons ventos para o mercado financeiro. O Banco Central autorizou na primeira semana deste mês o funcionamento de um sistema de registro de duplicatas usadas como garantias pelas instituições financeiras.

A responsável pela operação do sistema é a Cerc, Central de Recebíveis, criada por Fernando Fontes (ex-presidente do Banco Petra) e Marcelo Maziero (ex-diretor do Itaú BBA e da BM&FBovespa). De acordo com o jornal Valor Econômico:

“A registradora já tem 18 clientes, entre bancos, gestores e fintechs. Outra leva, com mais de 30 instituições, está em fase de adoção do sistema, processo que deve ganhar velocidade com a autorização concedida pelo BC.”

Essa iniciativa é parte da “Agenda BC+” do Banco Central, com vistas a ampliar a eficácia do sistema financeiro e o barateamento de crédito. As empresas com pagamentos a receber, principalmente as de pequeno e médio porte, usam as duplicatas para antecipar esses recursos junto às instituições financeiras. O registro desses papéis dificulta o uso de uma mesma duplicata para diferentes operações de crédito, o que reduz a possibilidade de fraudes.

“O potencial é grande porque a central dispensa as empresas da necessidade de registrar esses ativos em cartório – procedimento muitas vezes custoso e trabalhoso demais em se tratando de bens de giro rápido.” (Vide Valor Econômico)

Outra inovação promovida pelo Banco Central como pauta da “Agenda BC+” é o LIFT – Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas, programa que contemplou um grupo de 18 startups do ramo de inovações tecnológicas para o mercado financeiro dentre as quais está a Quartilho.

O objetivo é revisar questões estruturais do Sistema Financeiro Nacional e do próprio Banco Central, gerando contributos para sociedade brasileira como um todo. Confira mais detalhes aqui.

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Manuela Soares